quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Já não funciona
Quando é o governo que paga aos desempregados para que estes trabalhem quase de borla porque quem tem dinheiro já não consegue realizar o mantra do liberalismo (combinar materiais e força de trabalho para obter lucro),
Quando há um ano e tal os banqueiros foram falar o governo anterior e lhe comunicaram que este teria que pedir "ajuda" à Troika porque eles, os expoentes máximos da iniciativa privada já não conseguiam dinheiro para manter o sistema a andar, e agora são precisamente estes senhores que emprestam o mesmo dinheiro ao mesmo estado com juros agiotas,
Quando o capital já não está disposto a pagar pela educação e saúde do povo porque sabe que já não necessita da sua força de trabalho,
Quando quem governa o País já nem se preocupa em esconder que o que faz não é para beneficiar quem o elegeu,
Torna-se uma evidência que o sistema capitalista deixou de funcionar e que é tempo de o substituir por algo diferente em vez de o tentar arranjar, pois quanto mais se procura arranjar, mais estragado fica.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
O nosso futuro?
Dedicado àqueles que estão à espera que a Europa resolva os nossos problemas. A Grécia fez isso e o resultado é este.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Uma curiosidade...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Modo afirmativo
Eu calipto
Tu barão
Ele fante
Nós moscada
Vós passiva
Eles querem que o sr banqueiro, VÁ PARA O RAIO QUE O PARTA!!!!
Filipe Mendes.
Tu barão
Ele fante
Nós moscada
Vós passiva
Eles querem que o sr banqueiro, VÁ PARA O RAIO QUE O PARTA!!!!
Filipe Mendes.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Manifestações contra a troika
Quais são genericamente as consequências de uma guerra? Além
das consequências sociais (mortos, feridos, miséria, desintegração
familiar...), temos a contracção da economia, destruição do aparelho produtivo,
bens confiscados, aumento da dívida, aumento das assimetrias... e um inimigo
externo como símbolo de todos os sacrifícios que se pedem (que se exigem) aos
de baixo. É por isso que quando se aproxima uma crise económica, é conveniente
encontrar um inimigo externo. Dessa forma evita-se uma mutação no regime, uma
redistribuição da riqueza, mantendo-se tudo como está, mesmo que as figuras
mudem. As semelhanças com o que vivemos são mais que muitas. Só faltam os tiros
e as bombas, os mortos e os feridos.
Por outro lado, há coisa de um ano, pus-me a ler vários
Memorandos de Entendimento estabelecidos. Tanto com o FMI como com a Troika. E
há um que é diferente dos outros. Refiro-me ao memorando entre a Islândia e o
FMI (http://www.imf.org/external/np/loi/2008/isl/111508.pdf). Trata-se
simplesmente de um plano que descreve como se pretende devolver o dinheiro
emprestado. Não há qualquer intervenção na segurança social, na saúde pública,
no sistema de ensino, na obrigação de despedimentos em qualquer sector ou obrigação
em venda de empresas do estado. Continuou a existir estado de bem-estar do
berço à cova. Não se obriga nenhuma transformação radical da sociedade. No caso
da Islândia, o FMI limitou-se a comportar-se como aquilo que é: um banco.
Deixando de lado a possibilidade de o FMI ser uma instituição racista, a mim
parece-me que o conteúdo de cada acordo é aquele que o governante do momento
pretende. Viu-se isso mesmo há semanas quando PPC pediu um relatório ao FMI:
nele é explícito que o governo foi consultado na sua elaboração. Mas a vantagem
é que é apresentado por uma entidade estrangeira. E por isso, mesmo que o Povo
se levante, a postura será sempre patriótica, que mantém tudo igual. Ou seja,
está-se a simular uma guerra, tanto nas consequências como na apresentação do
inimigo externo: a Troika.
Pelo que disse, considero que é um erro manifestações contra
a Troika ou contra o FMI. Isso é aceitar que o inimigo está lá fora e não cá
dentro, e a pagar a manutenção do governo. De qualquer forma, mesmo
considerando um erro, estive, estou e estarei em todas as manifestações contra
a Troika.
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